segunda-feira, 8 de agosto de 2011

VIAGENS DE MOTORHOME (introdução)

Viajar de Mortorhome pela Europa, ao contrário do que muitos pensam, não é nada complicado, não envolve nenhum perrengue nem encheção de saco.

No custo final, se torna uma viagem muito mais barata do que ficar em hotel, além de dar umsa sensação de liberdade, de absoluto controle, como nenhuma outra viagem oferece.

Imagine estacionar num gramado, embaixo de uma árvore em um Camping de Fusina, na Itália, exatamente em frente de Veneza... Imagine colocar uma mesinha do lado de fora do MH, sentindo aquela brisa gostosa do mar, abrindo um vinho ou, se estiver frio, tomando uma sopa de caneca, contemplando a beleza da cidade de Veneza. Para chegar lá, basta dar 10 passos e pegar um Vaporetto...

Da mesma forma, imagine acordar à margem do Reno, ao pé de castelos em ambos os lados do rio.

Já fiz uma coisa e outra e posso afirmar a voces que é uma sensação maravilhosa, indescritível.

Antes de viajar pela primeira vez, tinha muitas perguntas sobre o tema: onde alugar, onde ficar, como encontrar campings, como me deslocar dos campings até as cidades, quais os preços, como proceder, etc.

Vou procurar responder todas as suas indagações por aqui. Tenham toda a liberdade de, nos comentários, perguntar o que quiser, que na medida do possível procurarei responder.


Primeira coisa que se precisa pensar: alugar um Motorhome. Alugue de uma empresa conceituada, jamais de um particular, porque se voce tiver algum problema na estrada, precisa contar com o suporte de uma empresa grande (jamais tive qualquer incidente, mesmo viajando 45 dias direto). 

Outra coisa: recomendo alugar sempre na Alemanha, pois é muito mais barato que no resto da Europa. Costumo alugar e indico a empresa drm.de. Eles possuem vários escritórios na Alemanha e só trabalham com MH novinhos em folha, que é a receita para voces não terem qualquer apurrinhação. Costumo alugar no escritório de Frankfurt, que fica pertinho do aeroporto. Há menos de 50 km já há um ótimo camping, para pernoite e ambientação com o Motorhome, antes de seguir viagem.

Não preciso nem mencionar, né, mas um bom GPS é fundamental. O melhor que já usei foi o Tomtom em vários de seus sabores. No momento, por ser prático, uso o app do Tomtom para o Iphone, em conjunto com uma base da própria Tomtom. É excelente e não ocupa muito espaço, além de ter mapas à venda de todo o mundo.

Recomendo, igualmente, dois apps para o Iphone. O offmaps, pelo qual vc baixa os mapas de onde vai estar e usa na cidade com o seu Tomtom, para se orientar nas ruas e até traçar rotinhas à pé. Igualmente, recomendo o app do Alan Rogers, com listagem de campings, etc. Muito útil. Dêem uma olhada nisso e perguntem em caso de dúvida.

Vou ficando por aqui e aguardo algum feedback de vcs.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

RIVIERA FRANCESA (PARTE 3 -MONACO)

Monaco

Gente, Monaco é quase que inenarrável. Tudo bem, tem um que de Disney naquelas fachadas impecáveis, muito bem pintadas e com jardins e flores imaculadas. É bastante caro, até mesmo para nós, brasileiros, portadores de uma moeda forte (ein??). Tem turista para caramba no verão, com hordas e hordas se esbarrando, especialmente em frente ao Casino. Mas...

O cenário que de corrida que se vê desde 1929, o plantel de iates ancorados em sua baía e em seu cais, a quantidade de Ferraris, Lamborghinis, Bugattis, Mercedes de ponta, Ashton Martins e todos os carros presentes em salões do automóvel do mundo, causa um tal deslumbramento, cria uma magia em torno do Principado, dito que é O "lugar de muito brilho do sol e pessoas sombrias". Com efeito, dos 30.000 habitantes de Monaco, cerca de 20.000 lá estão pelas benesses do paraíso fiscal, onde a renda não é taxada. Portanto, apenas cerca de 10.000 podem ser considerados verdadeiros Monegascos.

Bugatti Veyron

Porsche Carrera GT

Mercedes SLR MacLaren

Os carrinhos acima foram fotografados em frente da entrada do Casino.

Monaco é um principado minúsculo, mas já foi maiorzinho. Em um plebiscito em 1860, o povo decidiu que 2/3 de Monaco fossem anexados à França. Na época, acho que os caras estavam empolgados com a França, bombando com Napoleão, e se empolgaram.

Para compensar, a França sugeriu que eles construíssem um Casino de alta classe e se comprometeram a construir estradas e uma linha de trem.

Marina

Marina


Outra curiosidade: a Filarmônica de Monaco tem mais membros (100), do que seu Exército (80).

Outra coisa que pouca gente sabe. O que é Monaco? O que é Monte Carlo? Monaco é o grande rochedo, onde fica o Palácio do Príncipe e quase todos os pontos turísticos, exceto o Casino.  Monte Carlo é exatamente a área em torno do Casino. A terceira área, menos comentada, é "La Condamine", que compreende o Porto.

Evite, a todo custo, ter que dirigir em Monaco. Mas se voce for como eu, teimoso, prepare-se para pagar caro no estacionamento (uns 10 euros 4 horas) e trate de chegar cedo, para conseguir alguma vaga. Quando chegar, procure placas com um P azul grande e escrito "Le casino". Acho que é o melhor ponto para estacionar e passear a pé pela cidade.

Caso prevaleça o bom senso, vá de trem ou ônibus. Ambos, fáceis e abundantes a partir de Nice e Villefranche-sur-Mer.

Em Monaco, use apenas as linhas 1 e 2. Custa 1 euro a passagem ou 3 o passe do dia todo. Ok, se vc for otário ou não der valor ao seu dinheiro ou não tiver lido esse blob, pode pegar um daqueles ônibus abertos, hop-on hop-off, pagar 17 paus e curtir o seu mico... :) Por que mico? Porque ao contrário da linha 2 acima, que cobre todos os pontos turísticos de Monaco e que vc pode simplesmente pegar, pagar 1 euro e dar uma volta completa ou comprar um passe por 3 e ir parando onde quiser, os ônibus abertos de 17 paus não cobrem todo o terreno. De qualquer forma, é questão de opção.

Comer em Monaco:

Leve uma mochila com água, sanduíches, frutas desidratadas, mais água e faça um picnic. Os preços são extorsivos. No máximo, tome um sorvete, que é barato.

Onde ficar em Monaco:

Nem pensar!!!

Coisas a fazer em Monaco:

Bom, primeira coisa que qualquer brasileiro que se preze deve fazer é dar uma volta no circuito da F1. Não tem nada mais interessante que ir identificando o circuito, vendo no asfalto ainda as marcas das freiadas, os locais onde ainda tem as zebras. Identificar onde ficam as curvas Sainte Devote, Mirabeau, Rascasse, a Beau Rivage, que separa os homens dos meninos (homens fazem de pé trancado. Os meninos aliviam um pouquinho).



Em geral, dou duas voltas. A primeira devagar, reconhecendo a pista. A segunda, acelerado, fazendo tempo! (mentira. É uma só e olhe lá, diria minha mulher). AVOLTA EM MONACO, VEJAM BEM!!

Uma outra coisa legal é o Palácio. Tem a troca da guarda, tem a coleção de Napoleão, com objetos que o dito cujo deixou para trás. (Napoleão ocupou Monaco após a Revolução Francesa, como meus eruditos leitores sabem).

Bobalhão querendo aparecer...


Outro item ineterssante, se vc tiver tempo, é o Aquário Custeau, que o Jacques dirigiu por 32 anos.

Finalmente, há também o "Jardin Exotique", que fica acima de Monaco, a qual, como voces já sabem, compreende a área do penhasco onde está o Palácio. Custa 7 euros e o que tem de mais interessante é a vista deslumbrante de França e Itália. Se quiser economizar essa graninha, a mesma vista voce tem de graça, por trás da banca de souvenirs que fica no ponto de ônibus dos Jardins.

Bom, hoje fico por aqui e não é porque encerro e que se trata de um blog de viagens, que não posso deixar com voces uma imagem do meu querido Olavinho Raposo.

Olavinho Raposo


Amanhã tem mais!!!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

RIVIERA FRANCESA (Parte 2)

Hoje vou falar especificamente sobre algumas cidades da Riviera. Na parte 1, falei de um modo geral, citei alguns lugares interessantes por alto e indiquei alguns hotéis onde já fiquei.

Nessa parte, vou ser mais específico e falar de cada cidade que visitei. De uma forma geral, só indico hotéis e restaurantes que já utilizei pessoalmente ou locais de onde tive mais de uma recomendação.

Nice

Em Nice, para voce aproveitar suas duas melhores atrações, não vai gastar um centavo. Não ao menos para "ingressar" nelas. Falo em passear pela "Promenade des Anglais" e pela "Vieille Nice", ou Nice antiga.

A "Promenade", que é um calçadão de mais de 6 km, tipo Av. Atlântica", foi construída em torno dos anos 1800, pelos ingleses, que, à época, eram os grandes frequentadores da Riviera.

Ao caminhar por lá, tentei me imaginar em, sei lá, 1830, de terno branco, chapéu, fumando um puro, num lindo dia de sol com temperatura a uns 22 graus, olhando e admirando aquele mar azul turquesa muito clarinho... Esse passeio era todo de mármore naquela época.

Olhando o calçadão, o que salta imediatamente aos olhos é o Hotel Negresco, melhor e mais fino hotel de Nice, um verdadeiro museu gratuito. Se voce não tiver grana para ficar lá (e estamos falando aqui de uns 350 euros para quarto sem vista e uns 550 para quarto com vista para o mar), ao menos entre para admirar o lobby, de repente tomar um drink e visitar o toilette. Entre com firmeza e atitude e com uma roupa minimamente decente e ninguém vai te barrar.

Hotel Negresco, Nice

A praia não é como as nossas, que tem areia. Tem umas pedras redondas. Portanto, se forem à praia, procurem usar sandálias daquelas de sola grossa, para proteger vossos pés. Ao longo de toda a praia é possível alugar cadeiras de praia e guarda-sol. Os preços são meio salgados, para os padrões cariocas. Se for ficar muitos dias, talvez compense comprar uma cadeirinha de praia, usar e largar por lá do que alugar todo dia. Como toda praia que se preza, tem restaurantes. Alguns deles tem seu esquema próprio de  aluguel de cadeiras e barracas, o que pode ser até interessante, se voce quiser uma experiência completa, passando o dia e fazendo uma refeição. É carinho, mas talvez compense pelo desfile de gente bonita e bronzeada, carros de luxo e aquele mar azul que enfeitiça. A água tem a temperatura da água da Barra, naqueles dias gelados...

No final da praia voce vai encontrar a "Colline de Chateau",  que, apesar do nome, só tem a colina nos dias de hoje. A cidade de Nice data de 400 AC e foi estabelecida pelos gregos e, naquela época, no topo da colina realmente havia um "chateau", com torres altas, soldados, etc. Independentemente disso, vale a pena subir lá, para ver a mais espetacular vista da praia de Nice e Promenade des Anglais. Pode subir à pé ou pagar cerca de 1,50 euros e subir de elevador.

Vista da Colline du Chateau em Nice

Outra coisa bem interessante é alugar uma bike e rodar pela cidade, especialmente pela Promenade e Vieille Nice.

A Nice Antiga é um emaranhado de várias ruazinhas, vielas e uma rua principal, chamada Cours Saleya, com diversos restaurantes e bares. 

Em diversas ruelas voce vai encontrar bares e pubs, alguns especializados em Jazz ou soft rock. Acho que vale a pena sair à noite pela Vieille Nice e curtir esses locais. Mas, cuidado. Não se embrenhem muito pelas vielas mais estranhas ou desertas à noite. Fiquem mais pelas ruas principais. Just in case.

Acho difícil comer bem em Nice. Em geral os restaurantes são turísticos demais e caros. Me refiro, obviamente aos estabelecimentos da Promenade des Anglais e Vieille Nice. Na medida em que se afastar desse trecho, surgem outras opçoes mais em conta, mas não necessariamente melhores. Em particular, não destaco nenhum restaurante que mereça uma recomendação em especial. Portanto, dou o conselho genérico que dou a todos. Nunca coma nos restaurantes das ruas de maior movimento. Procure sempre ruas transversais, menos badaladas. Leia o cardápio e busque preço bom e coisas que te falem ao paladar. Observe se o restaurante está cheio. Se estiver vazio, nem leia o cardápio. Passe batido.

Villefranche-sur-Mer

Não tem muito o que fazer nessa pequena cidadezinha... O gostoso ali é passear pela enseada, comer nos seus diversos restaurantes, explorar suas ruazinhas, puxar conversa com os locais. Os mais curiosos vão olhar a parte de cima da Corniche e vão ver um castelo.. O que será aquilo? Aquilo é a "Citadel". Um forte do século XV construído pelo Duque da Sabóia em algum momento do século XVI e tornado obsoleto após a região ter sido incorporada à França nos anos 1860.

Também possui uma bela praia, à esquerda da enseada e ótima para quem quer curtir a Riviera em paz, com pouca gente e sem o agito de Nice, por exemplo.

Monaco 

Monaco é um desbunde!!! Mas só amanhã continui. Cansaço! 




domingo, 31 de julho de 2011

Jose Francano

Trata-se do meu querido Jose Francano. E nao se diga que nao tem a ver com blog de viagem, pois o encontrei, filhote, numa estradinha de terra em Franca, interior de SP, onde, alias, tem a que talvez seja a melhor pizzaria do mundo. Melhor que a Two Boots em NY. Chama-se Paulicéia.

E agora, com voces, Jose Francanoooo!!!




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Caracóis

Essas coisas diferentes eu só experimento no que considero o melhor restaurante de frutos do mar do mundo!!! É o Restaurante Pintarola em S. D. De Rana, Cascais.

Abaixo, caracóis. O gosto é delicioso, mas o aspecto, quando vc puxa ele p fora da casinha com um palito, é desanimador...




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Chocos fritos

Conhecem isso? Chama-se choco e é uma espécie de lula, só que muito mais parruda. Uma delicia frito à milanesa.


O bichinho, coitado, é esse aqui abaixo.



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sábado, 30 de julho de 2011

RIVIERA FRANCESA (Parte 1)

Ah, a Riviera.... Consigo pensar em poucas coisas na França ou mesmo no mundo mais charmosas, com mais gente bonita e descolada e mais animada que a Riviera francesa, a Côte D'Azur... Uma frase, que ouvi há muitos e muitos anos, recém formado, quando nem sonhava em viajar para o exterior (compulsório, lembram?), foi: "Não existe azul como o do Mediterrâneo..."

Na verdade, até existe... O azul de Cozumel ou da Costa Maya, no caribe mexicano é de parar o coração de qualquer um, além de ter extensa vida marinha, que o Mediterrâneo não possui.

Mas o que deslumbra no Mediterrâneo, é a diversidade da arquitetura, a beleza das "corniches" (aqueles penhascos, onde, no topo, se vê lindas cidades), a riqueza de Monaco ou de St. Tropez, a comida, associada a isso tudo... Essa multiplicidade de belezas naturais e humanas é que faz do Mediterrâneo esse destino turístico deslumbrante e, eu diria, obrigatório, para qualquer um.

Já viajei algumas vezes para a Riviera, em diversas estações do ano e afirmo que em qualquer estação, à exceção do inverno, voce vai experimentar uma viagem magnífica e diferente, em si. Prefiro setembro, no outono, quando as férias européias estão acabando, a galera rareando e os preços caindo e o tempo continua bom. Esqueça o que eu disse se vc estiver na faixa dos 21 aos 35 anos, pois nessa fase, a viagem deve ser feita em julho. Por não ser o auge do verão europeu (o auge é em agosto), voce ainda encontra vaga em hotel com relativa facilidade, as cidades, embora muito cheias, não estão entupidas, mas com gente suficiente para fazer a "joie de vivre" de um jovem extremamente atraente, se voces bem me entendem...

O que recomendo para voces, não é algo novo. Há mais de 100 anos, de Londres a Moscou, do Faro a Helsinqui, as celebridades mundiais migram para a Riviera para fugir do clima ruim e exibir seus carros, mansões, festas e iates. Claro que nos dias atuais, quem faz a alegria do comércio na região somos nós, reles mortais, que temos que "estudar" esses destinos como quem faz um concurso, em busca do melhor custo benefício em hotéis, alimentação, transporte e diversões. Portanto, não se acanhe. À exceção de Monaco e St. Tropez, onde qualquer brasileiro classe média alta vai se sentir beirando a linha da miséria, toda aquela linda costa nos espera, "average joes" (e aos nossos euros), com enstusiasmo, rufar de tambores, soar de trombetas e banda de música. Ms não se enganem, os milionários e celebridades continuam por lá, só que nos seus iates, em suas festas privadas.

Bom, vamos colocar o pé no chão e tentar impersonar os Steve Balmers da vida, gastando como um João Ninguém, que é exatamente meu gol ao viajar e, consequentemente, o gol desse blog.

Primeira coisa a fazer: estabelecer uma base de operações que atenda suas necessidades. É preciso que essa base esteja em um ponto central, que lhe permita conhecer a região, voltando à noite para dormir. Isso é chave, se vc quer otimizar seus custos.

Primeiro, vamos imaginar a região que eu proponho a voces conhecer, por serem cidades imperdíveis. Claro que há inúmeras outras entre elas, mas as que citarei definitivamente valem uma visita, ainda que breve. De leste a oeste, digamos assim, teremos Monaco, Èze (a vila e não Èze Sur Mer), Villefranche Sur Mer, Nice, Villeneuve-Loubet, Antibes, Saint-Raphaël, Saint-Maxime e terminando em Saint Tropez.

Vou considerar 3 perfis diferentes para visitar a região. 1) Quem está a fim de agito; 2) Casal em lua de mel ou sem filhos procurando sossego; 3) Famílias ou casais, viajando "on a budget", ou seja, com grana (muito) contada.

Vou considerar também apenas 3 cidades, centrais, que atendem perfeitamente a esses perfis acima, que são: Nice, Villefranche-sur-Mer e Villeneuve-Loubet.

Se vc quer agito à noite, pode ficar em Nice, que tem atividades noturnas muito interessantes. Mais adiante vou explicar as opções. Saiba, contudo, do seguinte: Nice é quente pacas! Nem pense em ficar em hotel sem ar condicionado. Esqueça o "ambiance" em Nice e parta para um hotel moderno, com bom ar condicionado e, de preferencia, bem localizado. Claro que esses requisitos jogam o preço para cima, muito para cima, mesmo porque Nice é uma cidade cara (para mim, entendam bem. Pode não ser para outros). Conheço 2 hotéis em Nice que são legais, tem bom e forte ar condicionado, servico muito bom, mas são velhinhos, sem elevador. Eu ficaria neles sem pensar, pois são relativamente baratos em se tratando de Nice (uns 140 euros na média), estão à distância a pé de todas as principais atrações da cidade, mas é de cada um. Procurem as avaliações deles no tripadvisor.com ou booking.com e decidam. São eles o Hotel Lepante e o Hotel Saint Georges. Uma coisa que eu sempre prezo é um staff cortês nos hotéis. É muito chato vc viajar, gastar grana e ainda ter que lidar com gente sem educação. E aí, vai uma dica que serve para toda a França. Sempre que chegar a algum lugar de dia, mande um Bonjour. Ou um Bonne Soir de noite.  Use, muito, toda hora, sivuplé e merci, muito, sempre. E sempre dê um Órvuar quando sair, seja de onde for. Quando te responderem em frances, mande um "párdon, gêniparlepá francé e pode emendar no ingles que a partir daí está tudo certo. Nunca! Nunca dê babai. Sempre Órvuar. E nunca "excuse me". Sempre "pardon". Podem acreditar nisso. Agindo assim, tenho certeza que vcs vão achar os franceses super gente boa. Eles não estão preocupados com o fato de vc não saber falar frances. Praticamente só eles falam... :) Mas eles gostam e admiram que as pessoas ao menos tentem.

Hotel Lepante - Nice

Arredores do Hotel Lepante - Nice

Praia de Nice

Marina vista do Castelo (não tem mais castelo nenhum)

Já que estamos tratando disso, vou abrir um parêntesis aqui para falar de etiqueta em viagens, pois é a chave para ser bem tratado. Quando chegar num lugar, observe como as coisas funcionam e sigam a regra ou o costume local. Não tentem agir da forma que seria correta no Brasil, pois às vezes isso fora, é uma gafe. Exemplo que me ocorre. Nos EUA e em boa parte da Europa, não existe essa de chegar no restaurante e ir sentando. É considerado falta de educação. O melhor é esperar na porta que alguém os receba e indique a mesa. Sei que muitos dos meus poucos leitores são viajantes habituais e vão achar ridícula essa minha "lecture", mas como sou otimista, quero crer que a cada dia ganho novos e assíduos leitores que eventualmente não estão tão afetos a viagens ao exterior, seus povos e idiossincrasias.

Bom, voltando. Perfil Nice dos festeiros já foi.

Perfil casal sem filhos, maduro ou não, casal novinho em lua de mel, casal romântico, casal sexo todo dia (oops! Existe?), casal em crise tentando resolver, casal gay.

Se vc está numa dessas categorias acima (ou similar), definitivamente fique em Villefranche Sur Mer. Eu diria que é a última jóia escondida da Riviera. É pequena, tem ótimos restaurantes de frente para o mar, praias não cheias e de água azul e límpida, brisa gostosa, uma atmosfera lenta e gostosa, típida da região em tempos idos, além, claro dos iates e veleiros atracados em sua enseada...

Recomendo o Hotel Welcome. Deve custar uns 200/250 euros a diária, mas todos ou quase todos os quartos são de frente para o mar e com varanda. É um espetáculo. Para quem, como eu, curte um charuto, é maravilhoso sentar na varanda depois do jantar, curtir a brisa, fumando um puro, bebendo um Sauterne docinho e gelado ou um Licor 43 geladinho. Bom, vcs já visualizaram a cena. Se tirar o charuto (els odeiam o cheiro de charuto. Sei por experiência própria), podem inserir na cena uma (ou a sua) mulher, à vontade com sua saída de praia de linho, com as pernas bronzeadas e cheirosas de creme jogadas no seu colo, etc... Oops! De volta ao trabalho.

Villefranche-sur-Mer

Villefranche-sur-Mer

Villefranche-sur-Mer

Villefranche-sur-Mer - Praia


Último perfil. Eu. Se vc está viajando com pouca grana, em geral com um ou dois filhos adolescentes, busca conforto, um lugar bonito, mas não está preocupado em "score" um nome de lugar famoso para deixar seu vizinho com inveja, tipo "Ha, fui esquiar em Aspen"(que é ruim. Um dia escrevo sobre viagens de ski, minha especialidade, junto com viagens de mergulho), então voce sou eu. Ou melhor, eu sou voce. Ha, deu para entender.

Nesse caso, vou te dar a dica de um milhão de dólares e de graça. Fique em Villeneuve-Loubet, no camping. Calma, não é para ficar em barracas. O camping é esse aqui, ó: http://www.vieilleferme.com. Tem espaço para barracas, motorhome (adoro viajar assim e vou falar disso também) e bangalôs.

Fica em frente da praia, onde tem restaurantes ótimos e baratos. Da última vez que estive nesse camping, há uns 2 anos, o "plat du jour" de um dos restaurantes era lapin. Coelho. Comemos um maravilhoso, que nunca mais esqueci, desmanchando na boca, por 8 euros cada brasileiro.

No camping, se voce ficar em um bangalô, para 4 pessoas, vais pagar algo entre 50 e 90 euros, dependendo da época, ficando praticamente em frente da praia!!! A estação do trem, que voce vai usar muito, fica a uns 200 metros do camping. O local não é "fancy", mas está longe de ser ruim. Se voce está no perfil acima, vá para o camping, sem medo. OBS importante. Até onde eu sei, não tem ar condicionado lá. Pode ser que tenham colocado.

Ufa! Estu meio cansado. Vou postar e depois complemento o post, falando de cada cidade individualmente.

Se eu estiver sendo enfadonho, por favor, me digam rápido, antes que eu continue!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Vesúvio e Pompéia










Dependendo de como estiver seu espírito ao chegar em Pompéia, sua experiência pode ser maravilhosa ou entediante. A minha foi excepcional.

Pompéia ou Pompeii, uma cidade romana de 20.000 habitantes, de raízes etruscas e gregas, foi inundada de lava mais ou menos por volta da hora do almoço, no dia 24 de agosto do ano 79 DC. Submergiu na lava, foi redescoberta em torno dos anos 1600 e as escavações, que duram até hoje, começaram em 1748.

Há algum tempo eu assisti uma série chamada Spartacus, ambientada também em uma cidade romana e nas casas dos ricos sempre havia um atrium, com uma fonte (os romanos eram fanáticos por água), jardins internos, eventualmente ambientes próximos à porta de entrada, para que os visitantes fossem recebidos e negócios realizados, etc.

Foi muito legal eu identificar vários elementos da série em uma cidade real, que foi super bem preservada pela lava, não só quanto a arquitetura externa, mas sobretudo na parte interna das edificaçoes com suas cores originais, suas pinturas.

Dicas de Pompéia. Fica mais ou menos no meio do caminho entre Sorrento e Napoli. Dá para ir de Sorrento, tranquilamente de trem, pela linha Circumvesuviana, que vai de deixar exatamente na porta, descendo na parada Pompei Scavi, Villa dei Misteri.  Custa 2,40 euros e leva 30 minutos mais ou menos até lá.

O ingresso para Pompeii custa 11 euros. Não precisa alugar um audioguia!!! Depois que comprar o ingresso, olhe em volta, pois tem um balcão com um guia marronzinho, gratuito, que te conta toda a história do lugar e te explica como chegar às principais atrações.

Vesúvio

Para chegar ao Vesúvio, de Pompéia, da forma mais barata (e boa), é pegar um ônibus, normalmente azul ou cinza, que sai da Piazza Anfiteatro e Piazza Esedra em frente do TI. São 10 ônibus por dia, levando 1 1/2 hora para ir e 1 hora para voltar. Custa 9 euros ida e volta.

Para subir ao cume a pé e ver a cratera custa mais 6,50 por pessoa. A subida é íngreme e longa (uns 40/50 minutos). Eu fui. Não sou nenhum triatleta e tirei de letra. Portanto, não vejo problema para o homem médio. Acho que vale a pena, nem tanto pela cratera, mas pela sensação de "alcançar um objetivo" e pela vista de toda a baía de Napoli.

Tudo de limão - Sorrento

Amalfi

Mozzarela bar. Roma

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Capri e Costa Amalfitana

Olha, uma das vantagens de escrever um blog que quase não tem leitores é não ser politicamente correto e não ter medo de ser linchado, pois como são poucos, a surra vai ser pequena. Portanto, lá vai.

Acho Capri uma merda... E a Costa Amalfitana talvez seja o ponto turístico mais "overrated" do mundo!

Bom, eu explico.

Eu sou um cara que viaja muito. E, para fazê-lo, preciso levar a questão do binômio custo x benefício ao extremo. Capri é um destino que não te proporciona um bom "valor", ou seja, qualidade pelo que voce paga. Começa por ir a Capri. O ferry custa 30 euros ida e volta por cada brasileiro. Um casal, pois, apenas para ir de Sorrento (adiante explico o porque de sair de Sorrento) a Capri paga, de cara, 60 euros. Em Capri, um passeio obrigatório é ir ao Blue Grotto. Vai te custar 14 euros para chegar lá e mais 12,50 para o barqueiro entrar de canoa com vc na tal gruta azul. Um almoço, apenas de "primo piatto", uma massa, custa por pessoa, em media, 12 euros. Um taxi, de Marina Grande (porto) a Anacapri, 25 euros para ir e outro tanto para voltar. Se for só a Capri, uns 15 para cada perna. Um café, 4 euros, uma água, 5. Uma Coca, 5 ou 6. E por aí vai.

Quanto ao lugar si, meus amigos, aí é que a coisa pega... Quando vc chega, especialmente em julho e agosto, a impressão que vc tem é de ter chegado na estação das Barcas em Niterói, em termos de barulho, quantidade de gente, ambulantes, confusão de taxis, mais gente, ônibus, meias água com a pintura descascando e mofada, mais casinhas feinhas sem telhado, desorganização total, mais gritaria e, nesse ponto, já estou me achando injusto com Niterói, pois Capri com certeza é mais perrengue e com construções (juro por Deus) mais feias.

Paisagem do Mediterrâneo por paisagem do Mediterrâneo, recomendo a Côte D'Azur, com uma paisagem muito mais bonita e limpa e muitíssimo mais barato.

Bom, mas como eu sei que mesmo eu metendo o pau (ou até por causa disso) vocês vão lá de qualquer forma, vou dar minha versão da melhor maneira de "atacar" a ilha, economizando algum e aproveitando ao máximo o dia, ok?

Primeiro, pra conhecer Nápoli, Capri e a Costa Amalfitana, fique baseado em Sorrento. Os hotéis são mais baratos e tem muito mais conexões, seja de barcos, estradas, ônibus e trens. De Sorrento a Capri são 20 minutos, numa barca tipo Rio-Niterói, num esquema completamente desorganizado de formação de filas. Prepare-se para lutar pelo seu direito de ingressar no barco, ombro a ombro com turistas de todas as nacionalidades. Grite "piano"! "piano"!! e manda bala no empurra-empurra. Sim, é assim mesmo em julho e agosto.

Em Sorrento, recomendo o Hotel Mignon. Pequenininho, com funcionários hiper simpáticos, café da manhã incluído e na faixa de uns 120 euros a diária.

Outra coisa: não vá de carro. As estradas são estreitíssimas, o estacionamento é caríssimo e... não é necessário. Vc faz tudo à pé, de ônibus ou de barco.

Melhor forma de passar um dia em Capri. Primeiro, passe numa Deli e compre um kit picnic e água. Leve tudo na mochila. Pegue a barca das 8:25, chegando lá às 8:45, antes da turba que vai chegar forte a partir das 10, vindo de Roma principalmente para um bate-volta. Vá direto ao Blue Grotto, pois terá menos gente e o tumulto para entrar no buraco vai ser menor. De lá mesmo, pegue um ônibus para Anacapri, suba num "chairlift" (cadeira individual tipo lift de ski) para o Monte Solaro, De lá, do topo, desça passeando e curtindo o visual, à pé. Da base do chairlift procure uma plaquinha escrito Villa San Michelle, Museo. NÃO PRECISA IR NO MUSEU! Vai só beirando a mureta e curta a vista que, tal qual o Rio de Janeiro, de longe é magnífica! Depois, pegue um ônibus para a cidadezinha de Capri (é tudo pertinho, a ilha é mínima e tem esses dois vilarejos: Anacapri e Capri). Em Capri,passeie pelas lojinhas turísticas e no final, pegue um taxi ou o funicular para a Marina Grande e retorno de barco. Recomendo fazer uma extravagância e ir de taxi, especialmente nos meses do verão, quando o funicular vira uma espécie de funil humano, com CC, bagunça, calor. Sul da Itália, não pode esquentar muito a cabeça.

Uma coisa que eu recomendo e que é super legal é alugar uma lanchinha em Capri. O dia todo, voce pilotando (Não se preocupe. Se voce não for totalmente lesado e o mar estiver calmo, tira de letra) custa uns 180 euros no verão. E os caras ainda te dão o tanque cheio e um cooler cheio de gelo. Vale cada centavo! Compre um Prosecco, queijos, taças de plástico e finja que aquilo é uma Crystal, voce é o Yves Montand e sua senhora a Claudia Cardinalle ou a Sofia Loren (Capri foi a grande sensação do verão nos anos 60). Vale top less. Rola direto lá. Se quiser um barco com marinheiro, vai te custar 300. Procure o Luigi na Marina Grande. Todo mundo conhece. Se for mesmo, me falem que dou o fone do cara. O Luigi, como todo italiano, é um figuraça, super gente boa. Sabe tudo daquele mar e vai colocar no seu barco o Gaetano, garotão de Napoli, bom piloto e na dele (o que é raro em se tratando de italianos). Para circundar completamente a ilha vai gastar uns 70 minutos. Depois, é só ir parando nas enseadas, para cair na água, pegar sol, beber e murmurar "La vida e Bella"!! Recomendo!

Quanto a Positano e Amalfi, nem pense em ir de carro. Vc vai bater ou morrer do coração dos finos que vão tirar em vc. É insano. Vá de ônibus. E de Sorrento a Amalfi, sente do lado direito, para aproveitar a vista. Volte pelo esquerdo.

Nesse ponto, volto a repetir, tem paisagens bonitas sim, no caminho. Mas as casas, de perto, são feinhas, precisando pintura. São meias água, sem telhado, como as casas simples que a gente vê pelo Brasil afora.

Em resumo, digo o seguinte: se vc já conhece as principais cidades da Europa, já viajou pacas para lá e está com uma grana sobrando, ok, vá a Capri e à Costa Amalfitana. Mas se não, voce vai usar melhor seu suado dinheirinho visitando primeiramente outros lugares, como a Riviera Francesa.

Boa sorte! 

PS: Se discordarem, ao menos sejam gentis... :)

sábado, 23 de julho de 2011

Risotto 4 queijos e morango - Roma

Porchetta do Franco com Frascati

Tagliatelli com trufas - Roma

Roma

Engraçado, levei muito tempo até ir a Roma. Sempre achei que ia detestar a cidade, pela loucura do trânsito, desorganização à brasileira, etc.

Na verdade, adorei. Passei a gostar mais do de que de Paris. O que me faz curtir Roma é andr pelas ruazinhas com calçamento de pedra, passando por piazzas cada uma mais linda que a outra. Ouvir os artistas de rua tocando, cantando, os restaurantes à luz de velas na Piazza Navona, na Piazza do Pantheon...

Em Roma, se ficar onde recomendo, só precisará de ônibus ou metro para ir no Vaticano e no Coliseu. Se estiverem em 3 ou 4, melhor taxi.

Para gostar de Roma, voce precisa ser um viajante esperto. Por que? Rom é uma selva! Grande! Cansativa! Quente! Para se dar bem, é preciso o seguinte: 1) Ficar bem localizado é fundamental. Recomendo a Maison Giulia, que fica na Via Giulia, 2. Os quartos sao bons, os donos do hotel, Alessandro e Alessandro são super gente fina e a localização é simplesmente perfeita. Fica entre o Trastevere e o Campo De Fiori. Não poderia ser melhor. 2) Fazer as coisas com calma. Quando for na Roma antiga, ou seja, Coliseu, Forum Romano, etc, vá de manhã, almoce, descanse no hotel umas horinhas e retorne à noite, para, à pé passear pelo Campo de Fiori, Piazza Navona, Pantheon e aproveitar "La Dolce Vitta". Se for naquele ritmo intenso de ficar o dia todo na rua, não aguentará sair à noite, o que será uma pena. Não perca o agito de Trastevere, onde os locais vão.

MACETE DO VATICANO. Primeira coisa. Não vá, em hipótese alguma, ao Museu do Vaticano e Capela Sistina sem ingresso. A fila é longa. Compre online e passe a frente de todo mundo. Percorra o Museu, cujo ponto central (e final) é a magnífica Capela Sistina, que foi restaurada sem qualquer adição de tinta. Apenas removendo cera, sujeira, colas, etc. Hoje, as cores sõa impressionantemente vivas como na época em que foi pintado. Quase chorei de emoção. O macete é o seguinte: no final da Capela, à direita, tem uma portinha, supostamente para a saída de grupos, que vai te deixar exatamente na porta da Basílica de São Pedro, onde poderá entrar sem precisar voltar por todo o museu nem encarar filas. Importante: Não alugue audioguia ou vão precisar voltar para devolver.

Mesma coisa no Coliseu. Nem pense em ir sem adquirir online e imprimir seu ingresso. As filas para comprar são quilométricas!!

Algumas recomendações. Não vou dar endereços, pois tudo é facilmente localizável no Google.

Para gelattos, Giolitti's. Tem uns 100 sabores, eu acho. Adorei os de pera, o de Marron Glacê, café e melão. Não gostei do de champanhe, embora conheça quem goste.O sorvete é bom, muito bom, mas não barra minhas 3 melhores sorveterias do mundo. Berthillon em Paris, Brooklin Ice Cream Factory no Brroklin, NY, ambas para o sabor chocolate e Mil Frutas, no Jardim Botânico, para sabores de frutas.

Para comer, embora hajam excelentes opções, vou dar sugestões dos que mais gostei, onde voce vai comer bem, sem largar o salário mensal.

"Ai Balestrari", pertinho do Campo de Fiori. Recomendo a pasta carbonara, por 9 euros. Muito boa.

O melhor Expresso de Roma. Tazza D'Oro. Casa del Cafe. Pertinho do Pantheon.

Trattoria da Lucia em Trastevere. Espetacular!! Barato! Onde comi a melhor PannaCota da minha vida! Não deixem de ir.

Tem também um restaurante na Piazza Navona, à esquerda de um que se chama "Tre Scalini", especializado em pratos com trufas. Comi um tagliateli com trufas negras lá muito bom por 15 euros. Ah! e pode pedir a garrafa de vinho da casa por 14 euros, sem medo. Muito bom.

Last but not least, imperdível é a Porchetta do Franco, a ser degustada com vinho Frascati bem gelado. Trata-se de dica do meu amigo Celso Japiassu e devidamente aproveitada. Fica na Via del Viminale, 2, pertinho da estação Termini. É uma portinha. Com menos de 5 euros vc vai comer uma Porchetta (tipo de sanduiche de pernil, mas muito mais gostoso) e um copo de vinho Frascati

Edimburgo

Edimburgo ou "Edimburrrrrhaaaa", como eles pronunciam naquele sotaque carregado escoces, seria muito bacana se não fosse o clima muito ruim, próprio do Reino Unido.

A Escócia me remete aos filmes de capa e espada, às batalhas sangrentas com os ingleses na época da Idade das Trevas, de suas inúmeras lendas e estórias seculares contadas geração a geração pelos seus "clans",  dando conta de suas vitórias, seus martírios e sofrimentos ao longo dos séculos. Me remete também a William Wallace, o maior herói escoces, popularizado por Mel Gibson no filme Braveheart.

E tem as Highlands, também cheia de estórias, batalhas, lendas e seus inúmeros "lochs" ou "lorrrs" (como se pronunia) e dentre eles o Loch Ness e seu monstrinho, a Nessie.

Na verdade, é fácil entender o porque do surgimento da lenda do monstro do Lago Ness, já que a região, com seus inúmeros lagos de água muito escura e fria, tem a propriedade de ter a água razoavelmente agradável às margens, mas que rapidamente esfria a baixíssimas temperaturas, tão logo se adentra no lago.

Obviamente, a água agradavelmente temperada atraiu crianças desde os tempos remotos e muitas vezes ceifou suas vidas, pela cãimbra fatal e inesperada, advinda com a baixa temperatura. E as mães, desde esses tempos remotos, para evitar que seus rebentos se expusessem a esses riscos, já criavam essas lendas de monstros de "lochs".

Basta buscar na mitologia celta e gálica que se encontrará remissões a monstros de todo tipo em quase todos os Lochs escoceses.

Edimburgo, como ia dizendo, é uma cidade agradável, com bons restaurantes (internacionais, não Bretões), bons pubs.

Só que como eles mesmos brincam, um dos inconvenientes de estar tão perto da Inglaterra é o clima ruim e a chuva... :)

Duas cidades próximas de Edimburgo que eu recomendo conhecer: St. Andrews e Queensferry.

Dublin

Possivelmente vou provocar um assunto polêmico, mas o fato é que detestei Dublin. A cidade, como aliás todo o resto do Reino Unido, é cinza, deprimida e depressiva, entediante.

Não conigo evitar de sentir pena de seus moradores, pois levam aquela vida triste, indo do trabalho para os pubs e de lá para seus pequenos e solitários apartamentos, para no dia seguinte repetir essa fórmula suicida.

Comida de Pub, então, é um capítulo à parte. O que pode ser pior que "fish & chips", com toda aquela gordura, peixe com gosto de sabão ou, pior, de água sanitária?

Para não ficar só falando mal, devo dizer que a Guiness, tirada como chopp, é divina. E tirar uma Guiness é assunto sério, levado a sério e requer uma técnica especial, para deixar aquele colarinho de no máximo uns 2 cm, naqueles copões de 1 "pint".

Voltando a falar mal: e o verão naquela terra? como pode existir algo assim? Chuva e frio em pleno verão, por dias e dias...

Eu adoro a Europa e costumo brincar que adoraria viver lá, mas prefiro mil vezes nosso quente Brasil do que qualquer lugar do Reino Unido.